A importância do controle Motor. Parte 1

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O movimento humano é algo fantástico,  nosso corpo é o mais especializado e adaptado para realizar funções como a caminhar longas distâncias e correr de forma mais eficiente.

Controle motor consiste na integração de vários sistemas do corpo, podemos utilizar uma analogia como um computador,  existe o hardware que é a estrutura física que podemos comparar com nossa estrutura corporal como o sistema muscular. O software  interpreta todas as ações e comando enviados programas que vão ser utilizados que será nosso sistema nevoso central e periférico.

A integração desses sistemas  ocorre desde o nascimento, transitando no desenvolvimento da criança mostrando a maturação em cada fase do desenvolvimento.

Fonte: https://www.rehabps.com/REHABILITATION/Home.html

Movimentos com engatinhar, arrastar , rolar , ficar de cócoras são essenciais, principalmente no primeiro ano de vida, garantindo um desenvolvimento de todas as habilidades do nosso corpo.

O desenvolvimento das estruturas musculares são muitas vezes estimuladas pelo movimento que são peças fundamentais para a formação de estruturas ósseas saudáveis

Fonte:http://www.rch.org.au/fracture-education/anatomy/Anatomic_differences_child_vs_adult/

 

Nos recém nascidos   as curvas da coluna não está bem definidas dependendo dos estímulos externos como brincadeiras e espaço físico adequado para criança se desenvolver de forma saudável.

Depois de introduzir um pouco sobre controle motor ou controle do movimento, a função de integração multisensorial, imagem corporal e noção espacial, geram a capacidade de realizar os movimentos de forma mais precisa evitando compensações.

O movimento considerado adequado é aquele que realizamos com os músculos que precisam ser ativados e relaxados no momento ideal gerando o movimento de maior qualidade.

A percepção do movimento, a integração do sistema nervoso multi-sensorial alterada pode resultar em um pobre planejamento motor e uma dificuldade de realizar as tarefas mais simples.

Fonte: https://www.rehabps.com/REHABILITATION/Home.html

Esses indivíduos que apresentam dificuldade em ajustar a sua força muscular e normalmente ativam músculos desnecessários para a estabilização, tornando os movimentos ineficientes.

Todos os aspectos que envolvem padrões motores baseados na neurofisiologia do desenvolvimento da criança não devem ser compreendidos como um método ou uma técnica, mas sim em uma abordagem educativa e principio geral para tratamento com uma visão global, sendo fundamental a sua importância para um tratamento de forma integrada.

Existe um grande campo a ser explorado pelo fisioterapeuta na área de atividade física e no aspecto não patológico, com o foco no movimento que correlaciona à funcionalidade e padrões de movimento.

O nosso cérebro através do nosso SNC não consegue controlar ou contrair um músculo de forma isolada ele reconhece apenas padrões de movimento em cadeias cinéticas, essa informação são transmitidas através das expansões miofasciais e fáscia profunda que são responsáveis pela propriocepção e controle motor que determinam a organização espacial do nosso corpo. O controle motor desempenha o papel de gerenciar a ativação das cadeias cinéticas gerando o movimento controlado e estabilidade necessária para exercer um movimento eficiente.

Atualmente existe um distanciamento entre reabilitação e desempenho, o estudo integrado do controle motor nos direciona para fazer essa ponte e correlacionar os aspectos funcionais que podem ser a real prevenção e fator determinante para evitar recidivas de alguns problemas específicos.

“Se movimentar com qualidade é imprescindível, parte dessa responsabilidade é atribuída ao fisioterapeuta.” O seu papel dentro de um trabalho integrado e avaliar e intervir para criar condições ideais para o paciente exercer todo seu potencial atlético e funcional.

O controle motor cria o elo entre as ciências do movimento humano, durante muito tempo o tratamento músculo esquelético valorizou de forma excessiva aspectos biomecânicos básicos e a abordagem neurológica que identifica padrões de movimento, alterações de tônus e espasticidade apenas no campo neurológico. Autores como Shirley Sahrmann, Vladimir Janda, Karel Lewit, Pavel Kolar e Gray Cook, idealizaram a oportunidade de uma abordagem funcional no campo da reabilitação músculo esquelética com correções de padrões de movimento utilizando uma perspectiva baseada nos movimentos primitivos (desenvolvimento cinesiológico).

O estudo baseado na ontogênese, ou seja, desenvolvimento cinesiológico, permitiu uma abordagem global respeitando os aspectos fisiológico e sequencial das fases do desenvolvimento motor, criando condições de uma intervenção global com foco na função que é a interação entre a mobilidade tanto articular como tecidual e controle motor estático e dinâmico.

Dentro de uma visão integrativa é imprescindível uma avaliação que oriente o profissional a intervir em todos os aspectos que permitam uma movimentação livre com controle adequado.

A subutilização do nosso potencial motor é um dos principais aspectos que levam a uma perda do controle motor e mobilidade, criando um padrão compensatório desencadeando uma sobrecarga mecânica em regiões distantes, podendo futuramente gerar dor ou lesões estruturais.

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