Estabilizadores do pé: Qual a importância dos músculos intrínsecos?

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O pé humano é uma estrutura complexa, que serve para diversas funções. Equilibrar o corpo na posição em, ele propicia nossa base de suporte estável. Durante a marcha, deve ser estável no contato inicial e durante a impulsão. Entretanto, durante a descarga de peso o pé ele precisa ser um adaptador móvel e atenuar as cargas as cargar do corpo.

Sua função é parecido com uma mola, armazenando e liberando energia elástica. Isto é alcançado através da deformação do arco que é controlado pelos músculos intrínsecos e extrínsecos do pé.

 

A relevância da estabilidade do centro do pé

O Arco é controlado tanto com estabilizadores locais e globais, similares a função lombopélvica. Os estabilizadores locais são as 4 camadas de músculos intrínsecos que se originam e se inserem no pé. Os músculos geralmente tem pequenos braços de alavanca, pequena área de secção transversa e servem primariamente para estabilizar os arcos.

arco do pé
arcos do pé

 

Os músculos globais são os músculos que se originam na perna, cruzam o tornozelo e se insere no pé. Esses músculos possuem maior área de secção transversa, maior braço de alavanca e são os movimentadores primários do pé e também propiciam certa estabilidade para o arco.

Com cada passo, as quatro camadas agem para controlar o grau de liberdade e velocidade da deformação do arco. Quando não estão funcionando adequadamente, a base se torna instável e desalinhada e o movimento anormal do pé é instalado. Isso pode se manifestar problemas como fasciíte plantar dentre outras.

 

Sistemas estabilizadores do pé

Consiste em receptores sensoriais na fáscia plantar, ligamentos, cápsulas articulares, músculos e tendões envolvidos nos subsistemas ativos e passivos. Baseado na configuração anatômica e biomecânica, os músculos intrínsecos apresentam desvantagem mecânica para a produção de grandes movimentos articulares. Suas posições anatômicas e alinhamentos sugerem a ativação reflexa para a devida informação sensorial.

 

 

Estas respostas podem ser moduladas através de treinamentos que visem a identificação da deformação dos arcos plantares. Estudos demonstram que a fadiga dos músculos intrínsecos do pé através de contrações repetidas e isoladas de flexão metatarsal, ocorria uma queda aumentada do arco ao ficar de pé em pessoas saudáveis. Os autores concluíram que as contribuições motoras desses músculos levavam a uma mudança na postura do pé, mas isso poderia estar associada com uma mudança na informação sensorial.

A fadiga muscular gerada por contrações repetitivas parecem diminuir o senso de posicionamento articular em outras áreas dos membros inferiores. Isso poderia indicar os músculos não somente oferecem suporte direto aos subsistemas passivos mas também propiciam informações sensoriais relevantes tanto aos arcos plantares como à postura do tronco.

 

Treinamento do pé

Recentemente, foi sugerido o exercício de pé curto como um meio de isolar a contração dos músculos intrínsecos plantares que serão usados para puxar o 1o metatarso em direção ao calcâneo elevando o arco longitudinal medial. Estudos mostraram que este exercício, após 4 semanas de realização em indivíduos saudáveis reduzia o colapso do arco por medidas de queda da altura do arco, e melhora a habilidade de equilíbrio.

Exercícios para o pé
Exercícios para o pé
Estabilidade pé
Estabilidade pé
Estabilidade pé
Estabilidade pé

Caminhada e corrida podem ser usadas para o treinamento de força desse sistema do pé. Outas vantagens de andar/correr descalço é o aumento das informações sensoriais a superfície plantar do pé.

A informação sensorial tem sido reconhecida tem sido reconhecida por sua importância na estabilidade postural e padrões dinâmicos da marcha. Em um estudo de apoio unipodal, a estabilidade postural era aumentada com pé descalço em comparação com pessoas que usavam meias finas. Isso sugere que meias finas filtram informações sensoriais que seriam uteis na estabilidade estática e dinâmica. A estabilidade aumenta com a diminuição do suporte de calçados. Atividades com pés descalços evidenciam a importância para a melhora da função do pé.

 

 

 

 

 

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